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quinta-feira, 6 de junho de 2013

PLÁTANO - UM SÍMBOLO

(Com a devida vénia ao Blogue Largo dos Correios)

PLÁTANO – a Revista

by largodoscorreios
PLÁTANO - UM SÍMBOLO
O plátano é um símbolo de Portalegre. Nem vale sequer a pena dizer porquê. A suaplátano plátano monumentalidade retrata uma época de vida, já de há muito centenária, e está ligada à cidade que o viu nascer e crescer até uma invulgar dimensão. Mereceu da parte da comunidade cuidados e protecção para que resistisse às inclemências que o tempo traz consigo. Está ali, pujante, na altiva estrutura organizada a partir do robusto tronco prolongado na vasta ramaria, linear ou rotundo ao sabor da sucessão das meteorologias. Está ali para ficar.
A plátano é uma revista de Portalegre. Vale a pena dizer porquê. O seu conteúdo retrata épocas de vida e também de morte, quando evoca e recorda os que já nos deixaram e merecem que se lhes diga que continuam connosco. Será que merece da parte da comunidade, os ainda vivos, cuidados e protecção para que os que a plantaram, e de tempos a tempos a cuidam e a renovam, saibam que vale a pena? De qualquer modo, ei-la, pujante, na altiva estrutura organizada a partir da persistência de um lagóia, prolongada no apoio de outros cúmplices, ao sabor da sucessão das edições. Está ali para ficar.
plátanos
No próximo dia 22 de Maio, já depois de amanhã, pela tarde, no emblemático Café Alentejano, é lançado o n.º 6 da Plátano, Revista de Arte e Crítica de Portalegreplátano alentejanoEstarei lá em pensamento, estreitando o Mário num abraço que a distância não faz esmorecer. A sua saudável persistência desperta-me a saudade dos tempos, já distantes mais de três décadas, quando embarquei em aventura semelhante ao acompanhar o Bentes e o Ventura no belo projecto de A Cidade, Revista Cultural de Portalegre...
Não acrescentarei mais nada ao texto do Mário Casa Nova Martins, que trancrevo do seu "blog" A Voz Portalegrense, onde reproduziu oDesabafo proferido aos microfones da Rádio Portalegre:
De amanhã a oito dias, justamente quarta-feira dia 22 de Maio pelas 17 horas e 30 minutos, no Café Alentejano, tem apresentação pública o número 6 da «Plátano – Revista de Arte e Crítica de Portalegre».
O acto consta de uma palestra intitulada «Café Alentejano, 77 Anos de Histórias» plátanopor Avelino Bento, e de um momento intitulado «Portalegre na Poesia» por Isabel Corte-Real e Fernando Correia Pina com apresentação de Olga Ribeiro.
A revista tem 64 páginas e 25 colaboradores.
Em relação ao número de páginas, as 64 representam um acréscimo de 50% em relação ao número anterior, e quanto aos colaboradores é número recorde.
A «Plátano – Revista de Arte e Crítica de Portalegre» é totalmente independente de qualquer apoio privado ou público. É plural na mais nobre acepção da palavra. E existirá enquanto houver conjugação de vontades.
A apresentação da revista insere-se nas celebrações das Festas do Concelho, e tem lugar num dos locais mais emblemáticos de Portalegre, o Café Alentejano.
Ex-libris de Portalegre, que melhor lugar para um momento de cultura como o Café Alentejano!
E a «Plátano – Revista de Arte e Crítica de Portalegre», naquele momento juntará as Memórias da mais que centenária Árvore que lhe dá o nome, com as Vivências de um Café que tem conseguido resistir aos tempos e às mudanças que o tempo traz.
plátano márioQue as 17:30 horas de quarta-feira 22 de Maio marquem o início de um espaço de Cultura. A «Plátano-Revista de Arte e Crítica de Portalegre» agradece.

inRádio PortalegreDesabafos, 14/05/2013
Mário Casa Nova Martins

Faço meus os votos do Mário. Que na quarta-feira, pela tarde, no Café Alentejano em Portalegre, aconteça um encontro de cultura e de boas vontades. Para ficar!

António Martinó de Azevedo Coutinho

segunda-feira, 11 de março de 2013

SETENTA E SEIS ANOS DA REVISTA PRESENÇA

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Presença

by largodoscorreios
pre 02Cumprem-se hoje setenta e seis anos sobre o lançamento, em Coimbra, do primeiro número da revista Presença, folha de arte e crítica.
Nesse distante dia 10 de Março de 1927, três intelectuais concretizaram assim um desígnio comum, o de disponibilizarem um suporte para albergar aquilo que consideravam uma literatura viva, livre, oposta ao academismo rotineiro que então imperava, substituindo-o pelo exercício da crítica e pela supremacia do individual sobre o colectivo, do criativo sobre o clássico, do intituitivo sobre o racional.
A revista tornou-se uma entusiástica defensora daquilo a que se viria a chamar o Segundo Modernismo, tendo ficado o Primeiro a cargo da extinta revista Orpheu. Aliás, alguns destes pioneiros juntar-se-iam aos homens da Presença.
Estes foram, no início, João Gaspar Simões, Branquinho da Fonseca e José Régio. Ainda estudante universitário -tinha então 25 anos- Régio depressa se tornaria o mais influente membro da equipa responsável pela Presença. Com algumas alterações na sua direcção e nos quadros de colaboradores regulares, a revista duraria até 1940, tendo publicado 54 números.
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Para além dos intelectuais já citados, muitas outras personalidades deixariam valiosa participação literária ou artística nas páginas daPresença. Entre estas, devem ser citadas Adolfo Casais Monteiro, Miguel Torga, Aquilino Ribeiro, Edmundo de Bettencourt, Carlos Queiroz, Guilherme de Castilho, José Bacelar, José Marinho, Delfim Santos, Saul Dias (irmão de Régio), Fausto José, Francisco Bugalho, Alberto de Serpa, Luís de Montalvor, Mário Saa, Raúl Leal, António Botto...
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A publicação, ao contrário de outros títulos da época, conseguiu manter sempre uma notável independência ideológica, acolhendo as mais diversas tendências desde que respeitassem os valores da arte e da literatura. Por isso, despertou algumas polémicas, sobretudo motivadas pelos defensores do neo-realismo.
 David Mourão-Ferreira, notável figura de pedagogo e intelectual, ao tempo secretário de Estado da Cultura, organizou em 1977 um interessante conjunto de iniciativas centradas em Portalegre e no Norte Alentejano, a propósito do cinquentenário da Presença. A motivação era óbvia, pois a região detinha -e detém- a memória dapresença, ali, de alguns dos mais significativos presencistas: José Régio (Portalegre),  Francisco Bugalho (Castelo de Vide), Branquinho da Fonseca (Marvão) e Mário Saa (Ervedal, Avis). A este propósito, relembra-se a recente publicação da obra Casas de Escritores no Alentejo, de Secundino Cunha, uma obra de invulgar qualidade que abarca os cenários de vida de quase todos estes intelectuais e criadores.
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Presença continua a fazer jus aos seus propósitos de defesa da literatura viva. Ela própria é, e sempre será, uma presença bem desperta. E apta a despertar-nos.
 António Martinó de Azevedo Coutinho

Com a devida vénia ao Blogue Largo dos Correios e
ao querido Professor Martinó.