sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

ASSÍRIO & ALVIM novidades

 9/42

O Capote foi terminado em 1841, em Roma, mas só saiu
a lume no III volume das Obras de Gógol, em 1842. É um
dos cinco textos do «ciclo petersburguense» — os outros são
O Nariz, Diário de um Louco, Avenida Névski e O Retrato,
todos já publicados nesta colecção. Em todos estes contos,
Petersburgo — cidade artificial, desumana e cruel — é o
catalisador da alienação dos anti-heróis deste ciclo de Gógol.


O CAPOTE
Autor:
 Nikolai Gógol
Tradução do Russo: 
Nina Guerra e Filipe Guerra
Colecção: Gato Maltês 42 
Tema, classificação:
 Ficção
Data da 2.ª Edição:
 Janeiro de 2011 
Distribuição: 
20 de Janeiro de 2011
Formato e acabamento: 
11,5 x 18,5 cm, edição brochada com badanas / 80 páginas
ISBN: 978-972-37-0650-5

Preço com IVA
 P.V.P.Espanha:  7,50 €


«O Capote é um texto inovador: contribuiu para a “invenção” da cidade “mais fantástica
do mundo” (Dostoiévski) sem a qual não teriam sido possíveis as Petersburgos de
Dostoiévski, Blok, Andrei Béli, Mandelstam, a Praga de Kafka, a Berlim de Benjamin, etc. A
cidade onde os homúnculos frustrados e solitários de Gógol se perdem e perdem o que têm de
mais íntimo (o nariz, o juízo, a identidade, o capote). É também um texto inovador na sua
forma sacudida, na alternância de estilos contraditórios, nas hipérboles grotescas e, sobretudo,
na assumpção da artificialidade da coisa escrita, na constante auto-ironia do que vai sendo
escrito, criando uma distanciação ou uma ruptura do texto com o real cujo resultado é, contudo,
uma estranha verosimilhança, uma aproximação do fantástico ao real (à falta de melhores
palavras, um crítico russo chamou-lhe “fantasia sem fantástico”), da vida à morte, do
escrito ao vivido. Em minha opinião, neste aspecto Gógol é ainda hoje inimitável.»
Filipe Guerra

Colecção: Gato Maltês 79 

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novidades 8/56

Gógol começou a trabalhar em O Retrato em 1831, ao
mesmo tempo que escrevia a Avenida Névski. A primeira redacção
foi terminada, o mais tardar, em meados de 1834,
tendo provocado a crítica severa de, por exemplo, Vissarion
Belínski. No início dos anos quarenta, ou seja, quando Gógol
já terminara a primeira parte de Almas Mortas e se preparava
para criar a segunda, a primeira versão de O Retrato é
refeita e publicada, em 1842, na revista Sovreménnik.


O RETRATO
Autor: 
Nikolai Gógol
Tradução do Russo:
 Nina Guerra e Filipe Guerra
Colecção: Gato Maltês 56  
Tema, classificação:
Ficção
Data da 2.ª Edição: 
Janeiro de 2011 
 Distribuição: 
20 de Janeiro de 2011
Formato e acabamento:
 11,5 x 18,5 cm, edição brochada com badanas / 96 páginas
ISBN: 978-972-37-0835-6

Preço com IVA 
P.V.P.Espanha: 7,50 €


«[…]
Este O Retrato é o mais romântico dos “contos de Petersburgo”, quanto mais não seja pelo
tema central — o pacto com o demónio. É também uma profunda reflexão sobre a vida e a arte (a arte
imitação da natureza ou imitação de Deus?), prefigurando o grande dilema da vida e da obra do próprio
Gógol, do seu próprio destino: vamos encontrar em O Retrato o delineamento das grandes contradições
que envolveram a criação de Almas Mortas, a grande hesitação e, finalmente, o repúdio da
segunda parte deste livro, a queima da obra espúria, etc.
É também, evidentemente, um conto sobre a cidade castradora — Petersburgo. Desta vez, é um
pintor que se vê privado do seu talento por obra do excesso de realismo e da ambição de glória e riqueza
que nele desperta a cidade…Tal como nos outros “contos de Petersburgo”, com Gógol quase acreditamos
que o mal não é russo e que Petersburgo não é Rússia: aqui, entre os pobres cinzentões de
Kolomna (bairro periférico a oeste de Petersburgo), o Diabo é ardente, agiota e estrangeiro…»
Filipe Guerra

Colecção: Gato Maltês 79 

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novidades 7/39

Foi publicado pela primeira vez em 1836 na revista Sovreménnik
[«O Contemporâneo»] fundada e dirigida por Aleksandr Púchkin.
Escreveu o próprio poeta, numa nota sobre esta publicação: «N.V. Gógol
não consentiu durante muito tempo em publicar esta brincadeira, mas
vimos nela tanto inesperado, tanta fantasia, alegre e original, que convencemos
o autor a partilhar com o público o prazer que o manuscrito
nos deu a nós.» Terá sido também o próprio Púchkin a sugerir a Gógol
que alterasse substancialmente a primeira variante do conto em que todas
as aventuras de Kovaliov se passavam em sonho.


O NARIZ
Autor: 
Nikolai Gógol
Tradução do Russo: 
Nina Guerra e Filipe Guerra
Colecção: Gato Maltês 39 
Tema, classificação: 
Ficção
Data da 3.ª Edição: Janeiro de 2011
Distribuição: 
20 de Janeiro de 2011
Formato e acabamento: 
11,5 x 18,5 cm, edição brochada com badanas / 80 páginas
ISBN: 978-972-37-0577-5

Preço com IVA
 P.V.P.Espanha:     7,50 €

«O Nariz, um conto do absurdo, claro, mas de um absurdo de dois bicos:
age sobre o trivial, mas também o trivial age sobre ele, tornando-o estranhamente
verosímil. Portanto, nada de fantasias! Podemos fartar-nos de
estabelecer paralelos com os antecedentes românticos em que se perdia
magicamente qualquer coisa: ora o coração, ora a sombra, ou então era o
nariz que crescia—mas sentimos sempre uma diferença nítida: em Gógol
não encontramos o ambiente de enigma: a suposição dos efeitos de magia
como causa do acontecimento é rejeitada de imediato (a carta da “vítima”
com as acusações balbuciantes de bruxaria, em que nem ele próprio acredita,
e a carta de resposta da acusada que nem sequer percebeu as insinuações e que por isso lhes dá
uma interpretação muito prosaica e, como tal, cómica). Nada de magias! Esta, aliás, é uma das particularidades
da escrita russa, a partir de Púchkin: por mais misticismos, crenças, superstições, por
mais almas que andem no ar, o escritor tem sempre os pés assentes na terra e alimenta dela a sua inspiração.


Iúri Mann (O Sistema Poético de Gógol, Moscovo, 1978) escreve que as ligações genéticas dos
contos de Gógol com a literatura do romantismo (Hofmann, Chamisso) já estão suficientemente
estudadas pela crítica. O que faltava era descobrir a mudança fundamental que esta tradição sofreu
em Gógol. O motivo da perda pelo herói de uma parte do seu Eu, seja corporal, seja espiritual, estava
ligado, na tradição romântica, com a acção de forças sobrenaturais. Em O Nariz não existe portador
nem personificação da força não-real. Não se descortina culpado e, pelos vistos, não existe.
Existe apenas facto. E também a atitude das personagens para com o facto. Não há culpado, não
há explicação do fenómeno. O leitor espera involuntariamente qualquer esclarecimento — mas o
narrador afasta-se, põe a máscara do “censor” e prega ao leitor uma partida (“não percebo absolutamente
nada”, diz) e, ainda por cima, declara que “acontecem coisas destas no mundo—raramente,
mas acontecem”; depois sai de cena, deixando o leitor de mãos a abanar…»
Nina Guerra e Filipe Guerra



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6/35

O teu amor infiltra-se no meu corpo
Tal como o vinho se infiltra na água quando
O vinho  e a água se misturam


POEMAS DE AMOR DO ANTIGO EGIPTO 
Tradução:
 Helder Moura Pereira
Colecção: Gato Maltês 35 
Tema, classificação: 
Poesia
Data da 2.ª Edição (revista):
 Janeiro de 2011 
Distribuição: 
20 de Janeiro de 2011
Formato e acabamento: 
11,5 x 18,5 cm, edição brochada com badanas / 80 páginas
ISBN:
 978-972-37-0454-9

Preço com IVA
 P.V.P.Espanha:     8 €


As traduções aqui apresentadas foram feitas a partir das versões em inglês de Ezra Pound (Conversas na Corte)
e Noel Stock (todas as outras), que por sua vez se basearam na fixação dos textos hieroglíficos em italiano por
Boris de Rachewiltz (Liriche Amorose degli Antichi Egizione, Vanni Scheiwiller,Milão, 1957). A primeira edição
americana é de 1962 (New Directions, Nova Iorque). 

Os poemas datam de entre 1567 a.C. e 1085 a.C.

Quando me dá as boas-vindas
De braços bem abertos
Sinto-me como aqueles viajantes que regressam
Das longínquas terras de Punt.
Tudo se muda: o pensamento, os sentidos,
Em perfume rico e estranho.
E quando ela entreabre os lábios para beijar
Fico com a cabeça leve, ébrio sem cerveja.



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novidades 5/23

A personalidade de Santa Teresa de Jesus tinha duas faces, que se
uniam para formar o seu rosto único: uma nascida da oração e da contemplação
(a que correspondem os poemas de arrebatado misticismo), e
a que se foi moldando nos tormentosos caminhos dos homens, onde se
lançou por amor dos outros, sem o qual aquela oração e aquela contemplação
nada seriam (que deu os poemas humildes escritos para servir os
seus conventos). Se lembrarmos isto, ficaremos certos que ler os seus poemas
não é vão, pois tudo o que é obra de um espírito como o da extraordinária
carmelita participa da sua grandeza.
José Bento


SETA DE FOGO
22 poemas (edição bilingue)

Autor: 
Santa Teresa de Ávila
Tradução, Prólogo e Notas:
 José Bento
Colecção: Gato Maltês 23 
 Tema, classificação: 
Poesia
Data da 2.ª Edição:
 Janeiro de 2011 
 Distribuição:
 20 de Janeiro de 2011
Formato e acabamento: 
11,5 x 18,5 cm, edição brochada com badanas / 144 páginas
ISBN: 978-972-37-0234-7

Preço com IVA
 P.V.P.Espanha:  8 €

Autora: 
Santa Teresa de Ávila



«Por vezes vêm essas ânsias, e lágrimas, e suspiros, e os grandes ímpetos que já disse (que tudo
isto parece que procede do nosso amor com grande sofrimento, mas tudo não é nada comparado
com esta outra coisa, porque esta parece um fogo que lança fumo e pode suportar-se, embora
sofrendo); andando assim esta alma a abrasar-se em si mesma, acontece muitas vezes por um pensamentomuito
leve ou por uma palavra que ouve de que demora omorrer, vir de algures—não se
entende de onde nem como—um golpe, ou como se viesse uma seta de fogo (não digo que seja
uma seta,mas seja o que for, vê-se claramente que não podia proceder da nossa natureza; tão-pouco
é um golpe, embora eu lhe chame golpe; fere mais profundamente, e não é onde se sentem cá as
dores — parece-me —, mas no mais fundo e íntimo da alma), onde este raio, que num instante
atravessa tudo o que acha de terreno na nossa natureza e o deixa feito em pó, que enquanto dura é
impossível ter presente seja o que for do nosso ser; pois nummomento ata as potências demaneira
que não ficam com nenhuma liberdade para nada, senão para o que lhe há-de aumentar esta dor.»
SantaTeresa de Jesus,Moradas del castillo interior, 6, XI.


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novidades 4/81

«Balzac: dezoito anos de tumultuosa criação literária,
três anos de doloroso declínio; uma imaginação que se levantou
alto para os êxitos, e teve momentos menos gloriosos em
alguns fracassos. Uma energia: vital e consumida naquela
chama que está no incêndio de todas as paixões do mundo. O
escritor Balzac, ele próprio construído como personagem de
um possível e nunca escrito romance de Balzac.»
Aníbal Fernandes

O CORONEL CHABERT
Autor: 
Honoré de Balzac
Tradução e Apresentação: 
Aníbal Fernandes
Colecção: Gato Maltês 81 
Tema, classificação:
 Ficção
Data de Edição: 
Janeiro de 2011 
Distribuição: 
20 de Janeiro de 2011
Formato e acabamento:
 11,5 x 18,5 cm, edição brochada com badanas / 144 páginas
ISBN: 978-972-37-1574-3

Preço com IVA
P.V.P.Espanha: 
 9 €



«Muito do êxito popular de O Coronel Chabert terá ficado a dever-se à singularidade da sua história
mas também à ausência do largo preâmbulo, frequente em Balzac, que enquadra com mão lenta as
personagens no seu ambiente paisagístico, social e humano retardando, e atirando para muitas páginas
adiante, o que é movimento essencial da acção. Odrama de Chabert, com superfície percorrida a pena
rápida e sobressaltado por uma situação matrimonial jurídica e emocionalmente complexa, é mais ao
fundo o drama do homem da guerra que uma cultura militar despreparou para as leis e os valores de
um mundo de paz. Destituído de patente, destituído da farda, Chabert só tem dentro de si o homem
ferido e sem defesa que se suicida à luz da lei, sua única e cómoda saída num mundo de regras incompreensíveis
e que ele não tem meios para contrariar; um acto que apenas será de generosidade absurda
e sem valor na sociedade dos homens defendidos pela Lei civil.»
Aníbal Fernandes

Colecção: Gato Maltês 79 

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novidades 3/80

«Wilde escreveu Salomé;
 em francês, provavelmente por a querer
próxima de belezas já conhecidas em Maeterlinck; mas de
certeza porque Sarah Bernhardt lhe pedia desde há muito uma
peça sobre a rainha Isabel I, e talvez o dispensasse da encomenda
se à sua vista fosse estendida uma irrecusável extravagância luxuosa
e orientalista, de bom convívio com os seus gestos largos
e as suas tiradas longas. Foram decisivas uma visita à casa do escritor
Jean Lorrain — onde viu, pousada numa bandeja, a cabeça
de cera que o levou ao mau capricho da fotografia em pose
de Salomé—e uma visita aoMoulin Rouge—onde uma bailarina
italiana executava, só como torso e o ventre, a dança ideal
para a sua peça.
[…]
Só nesta obra dramática de Wilde a linguagem perseguiu o intuito
de criar uma atmosfera sensual e sufocante, com um vocabulário
caro à “decadência” estética do final do século XIX e que
já surgia nalguns passos de Dorian Gray.Wilde espalha sangue,
vinho emuitas cores, põe pratas a cintilar na lua, enfeita discursos comtopázios, ónix, sardónicas e calcedónias,
que lá se encontram quase sempre como sonoridades reduzidas à sua função de “palavra”, e
não para as significações mais profundas que assumem, por exemplo, emMallarmé ouMaeterlinck. A
peça desenrola-se sob os raios de uma lua vista por cada personagemcomolhar diferente, e que é reflexo
dos seus próprios anseios. As personagens ouvem-se pouco umas às outras, dialogam entre si com os
monólogos do seu isolamento carregado de uma nostalgia erótica que procura a beleza e teme amorte.»

Aníbal Fernandes


«O tema da Salomé bíblica seduzia-o, como seduziu
muitos nomes das artes do final do século XIX orientalista e
decadentista, mas pela vontade de lhe acrescentar uma venenosa
dimensão necrófila. Salomé era a beleza maldita, a luxúria
e a histeria, era o animal monstruoso, de uma sobre-
-humanidade indiferente a tudo o que não satisfizesse a sua
sensualidade de mulher.»
Aníbal Fernandes



SALOMÉ
Autor:
Oscar Wilde
Tradução e Apresentação: 
Aníbal Fernandes
Colecção: Gato Maltês 80 
GATO MALTÊS / 30 ANOS

 Tema, classificação:
 Teatro
Data de Edição: 
Janeiro de 2011 
Distribuição: 
20 de Janeiro de 2011
Formato e acabamento: 
11,5 x 18,5 cm, edição brochada com badanas 
 128 páginas
ISBN: 978-972-37-1571-2

Preço com IVA 
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novidades 2/79


«A minha obra favorita, anunciou em Julho de 1881 ao
seu amigoWilliamE.Henley. É uma sonata fantástica sobre
o mar e os naufrágios. […] É a primeira e verdadeira tentativa
de eu escrever uma história; uma coisa estranha, senhor,
bastante minha apesar de lá ter um pouco do Pirate de
Walter Scott; e como poderia acontecer de outro modo? Para
o romanesco de tais lugares, ele dispunha daquilo que é a sua
verdadeira raiz.»

Autor: Robert Louis Stevenson


Tradução e Apresentação: Aníbal Fernandes

«A estranha história de Os Folgazões—título que promete sorrisos mas esconde uma brownie dos
infernos e dos Juízos Finais exacerbados pelas superstições religiosas que alimentaram a tradição do século
XVIII escocês—é uma sonata fantástica sobre o mar e os naufrágios (aceitemos como justas as palavras
do autor); não o mar contrariado pelos faróis da família Stevenson, impedido de se mostrar no melhor
da sua força destruidora, mas o Mar—o Mar autêntico, indomável e supremo, coleccionador de
mortos que ele só devolve desfigurados, devorados por monstros escondidos nos seus abismos. No mais
surpreendente de Os Folgazões está o espectáculo destas águas em delírio, da sua crueldade para com os
homens apanhados nas suas cóleras, o espectáculo que embriaga o tio Gordon, o que ele vê como representação
da força divina em batalha com oMal—oMal dos mitos da superstição escocesa, dos bogles e
dos spenters, seresmarinhos demoníacos que a sua alucinação reconhece numnáufrago inocentemas por
fimembriagado, ele próprio, comeste desvario incontrolável e fugido a todos os esforços de umamão de
homem, e apenas resposta à ira insaciável, ao enfeitiçamento soberano, dos Folgazões.
Os Merry Men (os Folgazões), rebentamentos de ondas com altura que desafia a imaginação, talvez
tenham chegado a esta novela com a memória de dois versos de uma canção escocesa: “O mundo
das águas era a nossa casa / E folgazões nos sentíamos!”.»
Aníbal Fernandes


Colecção: Gato Maltês 79 

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OS FOLGAZÕES

Tema, classificação: Ficção
Data de Edição: Janeiro de 2011 
 Distribuição: 20 de Janeiro de 2011
Formato e acabamento: 11,5 x 18,5 cm, edição brochada com badanas / 112 páginas
ISBN: 978-972-37-1570-5

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novidades 1/77

A FELICIDADE NO CRIME

Autor: Barbey D’Aurevilly



Tradução e Apresentação:
 Aníbal Fernandes



«[…] Léon Bloy foi dos que fizeram justiça ao seu rasto de fogo nas letras francesas: “Até ele aparecer,
nenhum romancista excitou tão perigosamente a mucosa dos magistrados mais austeros”; e acrescentava
que era sua, a verdadeira “monografia do Crime e da Felicidade nos braços do crime”.
Tratava-se, como é evidente, de uma referência directa a esta novela que fica como excelente exemplo
da prosa e das obsessõesmais persistentes da obra ficcionada de Barbey d’Aurevilly, escrita para figurar entre
as suas seis “diabólicas”, seis mulheres saídas do que pode a Eva bíblica dar de mais misógino e destruidor.
ÀHauteclaire de “A Felicidade no Crime” cabe a glória do êxito altivo contra umescândalo onde
só a vítima do crime tem castigo; onde a única angústia é da mulher que se sente traída, na sua aristocracia,
pela vitória fria de uma plebeia. Era umjogo inaceitável numa época formada por romances de crimes
punidos, e teve o preço de uma condenação.Mas D’Aurevilly viveu o suficiente para assistir, sete anos antes
da sua morte, à reabilitação comercial de Les Diaboliques concedida ao velho autor septagenário que
a Terceira República resolvia homenagear; e fazia-o no mesmo ano em que era publicado o seu maior
êxito como escritor: Uma História Sem Nome, com um título que se negava a si próprio, nem diabólica,
nem cesleste, mas…sem nome, dizia a sua epígrafe, talvez para não fazer desde logo pressentir o que as suas
capacidades de romancista, intactas, sabiamimaginar para umgrandioso horror da culpabilidade sexual e
dos enigmas da sua redenção.»
Aníbal Fernandes




 A Felicidade no Crime é uma das mais célebres das seis
novelas da recolha Les Diaboliques. Escrita por volta de
1870, esta história de uma paixão adúltera começa num
salão de armas e desenrola-se, de espada na mão, até ao
crime. Romancista, poeta e jornalista, Barbey D’Aurevilly
mostra nesta novela, mais do que em qualquer outra, o seu
génio literário.


A FELICIDADE NO CRIME

Colecção: Gato Maltês 77 

Gato Maltês / 30 anos

 Tema, classificação: Ficção
Data de Edição: Janeiro de 2011 / Distribuição: 20 de Janeiro de 2011
Formato e acabamento: 11,5 x 18,5 cm, edição brochada com badanas / 96 páginas
ISBN: 978-972-37-1545-3


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